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domingo, 11 de janeiro de 2015

SOL

Estou lendo "Os Luminares - A Psicologia do Sol e da Lua no Horóscopo" (Ed. Roca, 1994), dos autores Liz Greene e Howard Sasportas. E gostando demais. 
Compartilho alguns trechos que li ontem, do capítulo "O Herói de Mil Faces - O Sol e o Desenvolvimento da Consciência", e que me chamaram muito a atenção, fazendo pensar mais uma vez no sentido de realizar a própria natureza, aqui com o nome de 'chamada do Sol', a ver com a ideia de Dharma, no Hinduísmo. (Adoro o trecho aqui destacado em vermelho.) 

Arcano XIX, no tarot de Edward Waite

"Naturalmente, é possível a recusa absoluta em atender à chamada; nesse caso, ela retorna sob uma forma diferente e suas provas serão mais difíceis." (pag. 82)

"Podemos vislumbrar os vínculos entre o herói solar, o sacerdote que fala da sabedoria e das intenções dos deuses, o artista que representa o papel de voz profética da sociedade e o rei que personifica a vontade divina por meio da autoridade mundana. São todas imagens míticas da função mais profunda do Sol (...)
(...) Ele (o herói) deve encetar sua busca por ser pressionado a ela por sua necessidade interior, não porque isso fará com que as outras pessoas o amem. Contudo, no ato de se tornar um indivíduo ele está dando uma contribuição aos demais. Por aí você pode ver que o Sol é profundamente paradoxal. Quando nos tornamos nós mesmos, temos muito mais a oferecer do que se nos esforçássemos para tentar salvar o mundo como forma de compensar um vazio interior." (pags. 84 e 85)

"Há uma diferença entre a emergência adulta e real do Sol, em uma personalidade relativamente sólida, e a fantasia messiânica global, que reflete uma estrutura de ego mal desenvolvida. A unicidade do Sol não é incompatível com o realismo e a humildade, e o fato de se sentir especial não o obriga a olhar com desprezo para os mortais inferiores, a menos que tenha se misturado com ferimentos da infância ainda não tratados." (pag. 80)

Nascer do Sol no Rio Ganges, em Varanasi (Ana Cabezas. 2013)